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ÁLCOOL
O álcool é uma das
poucas drogas que têm o consentimento da sociedade
para a sua utilização, o que facilita a sua
aquisição e o uso indiscriminado em qualquer
faixa da população. Só é visto
como um problema, quando é utilizado de forma exacerbada.
Os efeitos causados pelo álcool incluem duas fases:
uma estimulante e outra depressora. Na fase estimulante
surgem a euforia, desinibição social e facilidade
para falar em público. Os efeitos depressores se
traduzem por falta de coordenação motora,
sonolência e descontrole. O efeito depressor é acentuado
pelo consumo excessivo do álcool, podendo levar
ao estado de coma. Ele age diretamente em órgãos
como fígado, coração, vasos, e parede
de estômago, e seu uso prolongado pode desencadear
patologias em cada um deles. O alcoolismo é uma
doença muito comum, e é o conjunto de problemas
relacionados ao consumo excessivo e prolongado do álcool; é entendido
como o vício de ingestão excessiva e regular
de bebidas alcoólicas, e todas as conseqüências
decorrentes. O alcoolismo é, portanto, um conjunto
de diagnósticos. Dentro do alcoolismo existe a dependência,
a abstinência, o abuso (uso excessivo, porém
não continuado), intoxicação por álcool
(embriaguez). Síndromes amnéstica (perdas
restritas de memória), demencial, alucinatória,
delirante, de humor. Distúrbios de ansiedade, sexuais,
do sono e distúrbios inespecíficos. Por
fim o delirium tremens, que pode ser fatal.
O principal agente do álcool é o etanol (álcool
etílico). Apesar de o álcool possuir grande
aceitação social e seu consumo ser estimulado
pela sociedade, este é uma droga psicotrópica
que atua no sistema nervoso central, podendo causar dependência
e mudança no comportamento. Quando consumido em
excesso, o álcool é visto como um problema
de saúde, pois este excesso está inteiramente
ligado à acidentes de trânsito e à violência.
Os efeitos do álcool são percebidos em dois
períodos, um que estimula e outro que deprime. No
primeiro período pode ocorrer euforia e desinibição.
Já no segundo momento ocorre descontrole, falta
de coordenação motora e sono. Os efeitos
agudos do consumo do álcool são sentidos
em órgãos como o fígado, coração,
vasos e estômago.
Em caso de suspensão do consumo, pode ocorrer também
a síndrome da abstinência, caracterizada por
confusão mental, visões, ansiedade, tremores
e convulsões.
A tolerância e a dependência ao álcool
são dois eventos distintos e indissociáveis.
A tolerância é a necessidade de doses maiores
de álcool para a manutenção do efeito
de embriaguez obtido nas primeiras doses.
Se no começo
uma dose de uísque era suficiente para uma leve
sensação de tranqüilidade, depois de
algumas semanas são necessárias duas doses
para o mesmo efeito. Nessa situação se diz
que o indivíduo está desenvolvendo tolerância
ao álcool. Normalmente, à medida que se eleva
a dose da bebida alcoólica para se contornar a tolerância,
ela volta em doses cada vez mais altas. Aos poucos, cinco
doses de uísque podem se tornar inócuas para
o indivíduo que antes se embriagava com uma dose.
O critério não é a ausência
ou presença de embriaguez, mas a perda relativa
do efeito da bebida. A tolerância ocorre antes da
dependência. Os primeiros indícios de tolerância
não significam, necessariamente, dependência,
mas é o sinal claro de que a dependência não
está longe. A dependência é simultânea à tolerância.
A dependência será tanto mais intensa quanto
mais intenso for o grau de tolerância ao álcool.
Dizemos que a pessoa tornou-se dependente do álcool
quando ela não tem mais forças por si própria
de interromper ou diminuir o uso do álcool.
A identificação precoce do alcoolismo geralmente é prejudicada
pela negação dos pacientes quanto a sua condição
de alcoólatras. As manifestações corporais
costumam começar por vômitos pela manhã,
dores abdominais, diarréia, gastrites, aumento do
tamanho do fígado.
Pequenos acidentes que provocam
contusões, e outros tipos de ferimentos se tornam
mais freqüentes, bem como esquecimentos mais intensos
do que os lapsos que ocorrem naturalmente com qualquer
um, envolvendo obrigações e deveres sociais
e trabalhistas. A susceptibilidade a infecções
aumenta e dependendo da predisposição de
cada um, podem surgir crises convulsivas. Nos casos de
dúvidas quanto ao diagnóstico, deve-se sempre
avaliar incidências familiares de alcoolismo porque
se sabe que a carga genética predispõe ao
alcoolismo. É muito mais comum do que se imagina
a coexistência de alcoolismo com outros problemas
psiquiátricos prévios ou mesmo precipitante.
Os transtornos de ansiedade, depressão e insônia
podem levar ao alcoolismo.
O alcoolismo, essencialmente, é o desejo incontrolável
de consumir bebidas alcoólicas numa quantidade
prejudicial ao bebedor.
Diversos são os problemas causados pela bebida alcoólica
pesada e prolongada.
Sistema Nervoso - Amnésias nos períodos
de embriaguez
Sistema Gastrintestinal - Grande quantidade de álcool
ingerida de uma vez pode levar a inflamação
no esôfago e estômago o que pode levar a sangramentos
além de enjôo, vômitos e perda de peso.
Pancreatites agudas e crônicas são comuns
nos alcoólatras constituindo-se uma emergência à parte.
A cirrose hepática é um dos problemas mais
falados dos alcoólatras; é um problema irreversível
e incompatível com a vida, levando o alcoólatra
lentamente à morte.
Câncer - Os alcoólatras estão 10 vezes
mais sujeitos a qualquer forma de câncer que a população
em geral.
Sistema Cardiovascular - Doses elevadas por longos
periodos provocam lesões no coração
provocando arritmias e outros problemas como trombose
derrames conseqüentes. É relativamente
comum a ocorrência de um acidente vascular cerebral
após a ingestão de grande quantidade
de bebida.
A taxa de recaída (voltar a beber depois de ter
se tornado dependente e parado com o uso de álcool) é muito
alta: aproximadamente 90% dos alcoólatras voltam
a beber nos 4 anos seguintes a interrupção,
quando nenhum tratamento é feito. O dependente que
consiga manter-se longe do primeiro gole terá mais
chances de contornar a recaída.
A pessoa que abusa de álcool não é necessariamente
alcoólatra, ou seja, dependente e faz uso continuado.
O critério de abuso existe para caracterizar as
pessoas que eventualmente, mas recorrentemente têm
problemas por causa dos exagerados consumos de álcool
em curtos períodos de tempo.
Critérios para se fazer o diagnóstico de
abuso de álcool, é preciso que o paciente
esteja tendo problemas com álcool durante pelo menos
12 meses e ter pelo menos uma das seguintes situações:
a) prejuízos significativos no trabalho, escola
ou família como faltas ou negligências
nos cuidados com os filhos.
b) exposição a situações potencialmente
perigosas como dirigir ou manipular máquinas
perigosas embriagado.
c) problemas legais como desacato a autoridades
ou superiores.
d) persistência no uso de álcool apesar do
apelo das pessoas próximas em que se interrompa
o uso.