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INALANTES
Os inalantes são
substâncias aspiradas pelo nariz ou pela
boca que podem ser produzidas a partir de diferentes
princípios ativos que induzem o organismo
a produzir modificações alucinógenas
e depressoras. Para a produção
dessas substâncias são utilizados
solventes juntamente com aerossóis,
gasolina, colas, esmaltes, tintas, acetonas, éter,
ambientadores, vernizes, fluído de isqueiro,
spray para cabelos e muitos outros.
Com o intuito de obter excitação
e euforia as pessoas utilizam os inalantes.
Esses, também podem gerar efeitos inesperados
e indesejáveis de diferentes formas,
já que sua composição é bastante
variada. Em geral, provocam agressividade,
sonolência, confusão, perda do
autocontrole, impulsividade, inquietação,
perda da coordenação motora,
vertigem, distorção do tempo
e das cores, fraqueza muscular, tremores, delírios,
podendo, em alguns casos, ocorrer paralisia
dos nervos cranianos e periféricos,
perda de consciência, lesão cardíaca
e no fígado, coma, convulsões
e outros.
Os inalantes são substâncias que
promovem a dependência de quem os utiliza,
bem como a síndrome da abstinência
que normalmente dura dois meses. A síndrome
pode ser caracterizada pelos efeitos que ocorre,
como ansiedade, depressão, agitação,
perda de apetite, irritação,
agressividade, náuseas, tremores e tonturas.
Após a conscientização
do usuário sobre o seu problema, esse
deve procurar auxílio médico
para que o melhor procedimento para a recuperação
seja realizado. Existem vários tipos
de tratamento para o usuário de inalantes,
mas esses tratamentos devem ser aplicados por
profissionais especializados na área.
Lança-perfume é um solvente que
combina éter, clorofórmio, cloreto
de etila e uma essência perfumada. É encontrado
na forma líquida, embalado em tubos
sob pressão e dessa forma, podendo ser
inalado.
O efeito da droga é bem rápido
variando de segundos a minutos no máximo
e isso leva o usuário a inalar várias
vezes consecutivas. Causa euforia, animação,
excitação, tontura, perturbações
auditivas e visuais, depressão do cérebro,
confusão, desorientação,
voz pastosa, visão embaraçada,
perda de autocontrole, dor de cabeça,
palidez, incoordenação ocular
e motora, processos alucinatórios, surtos,
convulsões, parada cardíaca e
respiratória e óbito.
Mesmo seu uso mínimo é perigoso,
pois sensibiliza o coração à adrenalina
que faz os batimentos cardíacos aumentarem
consideravelmente podendo provocar síncope
cardíaca.