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que é dependência química?
O QUE É DEPENDÊNCIA
QUÍMICA
A dependência química é uma
doença e considerada um Transtorno Mental. Os dependentes
químicos são vistos como pessoas fracas,
de pouca força de vontade, sem bom senso e sem sabedoria.
Porem, quando consideramos como uma doença, podemos
olhar sob outra perspectiva: de que se trata de um transtorno
em que o portador desse distúrbio perde o controle
do uso da substância, e sua vida psíquica,
emocional, espiritual, física vão deteriorando
gravemente. Nessa situação, a maioria das
pessoas precisa de tratamento e de ajuda competente e adequada.
- É uma doença química: Pelo fato
de que a dependência é provocada por uma reação
química no metabolismo do corpo. O álcool,
embora a maioria das pessoas o separe das drogas ilegais, é uma
droga tão ou mais poderosa em causar dependência
em pessoas predispostas, quanto qualquer outra droga, ilegal
ou não.
- É uma doença interna e não externa: A causa básica e única é o uso do
produto, mas existem fatores internos inerentes ao organismo,
que atuam ao mesmo tempo direta e indiretamente e que contribuem
para a instalação da doença, provocando
uma predisposição física e emocional
para a dependência. As expressões externas
de uma dependência, como uma série de problemas
sociais (pressão de grupo, moda, fome e miséria),
familiares (falta de diálogo com os pais), sexuais,
profissionais, emocionais (ansiedade, culpa), etc., não
são as geradoras da dependência química
e sim conseqüências de um determinado estilo
de vida.
- É uma doença progressiva: A lógica
da interrupção desse processo destrutivo é não
usar mais a droga, caso contrário a tendência é piorar
com o passar do tempo.
- É uma doença crônica incurável: Uma vez dependente químico, sempre dependente, indiferente
de estar ou não em recuperação, usando
ou não usando algum tipo de droga. Não há cura
para a dependência; existe sim tratamento com êxito
- contínuo e permanente.
- É uma doença controlável: Mesmo
que não se possa usar o álcool ou outras
drogas de maneira “social” ou “recreativa”,
o dependente, se aceitar, e realmente se empenhar no tratamento,
poderá viver muito bem sem a droga e sem as conseqüências
negativas do seu uso freqüente.
- É uma doença que atinge toda família: Qualquer tipo de comportamento toxicomaníaco tem
uma incidência sobre aqueles que rodeiam a pessoa
em causa e, sobretudo, sobre a sua família, tornando-a
co-dependente do problema. O convívio com o dependente
faz com que os familiares adoeçam emocionalmente,
sendo necessário que o familiar também se
trate, e, ao mesmo tempo, receba orientações
a respeito de como lidar com o dependente, como lidar com
seus sentimentos em relação ao mesmo.
- É uma doença física: Se manifesta
pelo aparecimento de profundas modificações
físicas, alterando o metabolismo orgânico
quando se interrompe o uso da droga. Essas alterações
físicas obrigam o usuário a continuar consumindo
tóxicos; caso contrário ocorre uma “crise
ou síndrome de abstinência”. Essas alterações
presentes na “Síndrome de Abstinência” se
manifestam por sinais e sintomas de natureza física
e variam conforme a droga.
- É uma doença psicológica: É a
sensação de satisfação e um
impulso psíquico provocado pelo uso da droga que
faz com que o indivíduo a tome continuamente, para
permanecer satisfeito e evitar mal estar, ou seja, quando
o consumo repetido cria o invencível desejo de usá-lo
pela satisfação que produz. A falta do tóxico
deixa o usuário abatido, em lastimável estado
psicológico. Quando privados os dependentes sofrem
modificações de comportamento, mal-estar,
e uma vontade irreprimível de usar a droga. Os tóxicos
que criam dependência psíquica, dizemos que
provocam 1 hábito.
Segundos os critérios diagnósticos do DSM-IV
5 a Dependência de Substância se apresenta
sob os seguintes sintomas:
1. Tolerância - Definida por qualquer um dos aspectos:
a - necessidade progressiva de maiores quantidades da substância
pra atingir o efeito desejado;
b - significativa diminuição do efeito após o uso continuado
da mesma quantidade da substância.
2. Abstinência - Manifestada por qualquer um dos seguintes aspectos:
a - presença de sintomas como ansiedade, irritabilidade, insônia
e sinais fisiológicos (tremor) desconfortáveis após a
interrupção do uso da substância ou diminuição
da quantidade consumida usualmente;
b - consumo da mesma substância ou outra similar a fim de aliviar ou
evitar os sintomas de abstinência.
3. Ingestão da substância em quantidades maiores ou por um período
maior do que o inicialmente desejado.
4. Desejo de diminuir - O indivíduo expressa o desejo de reduzir ou
controlar o consumo e a quantidade da substância ou apresenta tentativas
nesse sentido, porém mal-sucedidas.
5. Perda de Tempo - Boa parte do tempo do indivíduo é gasto na
busca e obtenção da substância, na sua utilização
ou na recuperação de seus efeitos.
6. Negligência em relação às atividades - O repertório
de comportamentos do indivíduo, como atividades sociais, ocupacionais
ou de lazer do indivíduo encontra-se extremamente limitado em virtude
do uso da substância.
7. Persistência no uso - Embora o indivíduo se mostre consciente
dos problemas ocasionados, mantidos e/ou acentuados pela substância,
sejam físicos ou psicológicos, seu consumo não é interrompido.
A dependência química é uma
das doenças
psiquiátricas mais freqüentes da atualidade.
No caso do cigarro, de 25% a 35% dos adultos dependem da
nicotina. A prevalência da dependência de álcool
no Brasil é de 17,1%entre os homens e de 5,7% entre
as mulheres, segundo o “1º Levantamento Domiciliar
Sobre o Uso de Drogas Psicotrópicas” no país,
realizado em 2001 pela Universidade Federal de São
Paulo (Unifesp).