O que é transtorno mental?
O que é dependência química?

Dependência Química

O álcool é uma das poucas drogas que têm o consentimento da sociedade para a sua utilização, o que facilita a sua aquisição e o uso indiscriminado em qualquer faixa da população. O principal agente do álcool é o etanol (álcool etílico). Apesar do álcool possuir grande aceitação social e seu consumo ser estimulado pela sociedade, este é uma potente droga psicotrópica que atua no sistema nervoso central, podendo causar dependência e mudança no comportamento. O consumo excessivo do álcool é visto como um problema de saúde pública, pois este abuso está quase sempre ligado à acidentes de trânsito e à violência.

Os efeitos causados pelo álcool incluem duas fases, uma estimulante e outra depressora.

FASE ESTIMULANTE: fase inicial, quando surge a euforia, desinibição social e facilidade para falar em público.

FASE DEPRESSORA: Os efeitos depressores se traduzem por falta de coordenação motora, sonolência e descontrole. O efeito depressor é acentuado pelo consumo excessivo do álcool, podendo levar ao estado de coma.

ORGÃOS AFETADOS PELO ALCOOL: fígado, coração, vasos sanguíneos e parede do estômago, e seu uso prolongado pode desencadear patologias em cada um deles.

A tolerância e a dependência ao álcool são dois eventos distintos e indissociáveis. A tolerância é a necessidade de doses maiores de álcool para a manutenção do efeito de embriaguez obtido nas primeiras doses. Se no começo uma dose de uísque era suficiente para uma leve sensação de tranquilidade, depois de algumas semanas são necessárias duas doses para o mesmo efeito. Nessa situação se diz que o indivíduo está desenvolvendo tolerância ao álcool. Normalmente, à medida que se eleva a dose da bebida alcoólica para se contornar a tolerância, ela volta em doses cada vez mais altas. Aos poucos, cinco doses de uísque podem se tornar inócuas para o indivíduo que antes se embriagava com uma dose. O critério não é a ausência ou presença de embriaguez, mas a perda relativa do efeito da bebida. Os primeiros indícios de tolerância não significam, necessariamente, dependência, mas é o sinal claro de que a dependência não está longe. A dependência é simultânea à tolerância. A dependência será mais forte quanto mais intenso for o grau de tolerância ao álcool. Dizemos que a pessoa tornou-se dependente do álcool quando ela não tem mais forças por si própria de interromper ou diminuir o uso do álcool.

A identificação precoce do alcoolismo geralmente é prejudicada pela negação dos pacientes quanto a sua condição de alcoólatras.

Manifestações Físicas:

• Vômitos matinais
• Dores abdominais,
• Diarreia
• Gastrite
• Aumento do tamanho do fígado

Aparecem também lapsos de memória mais intensos do que os lapsos que ocorrem naturalmente com qualquer um, envolvendo obrigações trabalhistas e deveres sociais.

Nos casos de dúvidas quanto ao diagnóstico, deve-se sempre avaliar incidências familiares de alcoolismo porque se sabe que a carga genética predispõe ao alcoolismo. É muito mais comum do que se imagina a coexistência de alcoolismo com outros problemas psiquiátricos prévios ou mesmo precipitante. Os transtornos de ansiedade, depressão e insônia podem levar ao alcoolismo.

A taxa de recaída (voltar a beber depois de ter se tornado dependente e parado com o uso de álcool) é muito alta: aproximadamente 90% dos alcoólatras voltam a beber nos 4 anos seguintes a interrupção, quando nenhum tratamento é feito. O dependente que consiga manter-se longe do primeiro gole terá mais chances de contornar a recaída.

Para realizar o diagnóstico de abuso de álcool, é preciso que o paciente esteja tendo problemas com álcool durante pelo menos 12 meses e ter pelo menos uma das seguintes situações:

a) prejuízos significativos no trabalho, escola ou família como faltas ou negligências nos cuidados com os filhos.

b) exposição a situações potencialmente perigosas como dirigir ou manipular máquinas perigosas embriagado.

c) problemas legais como desacato a autoridades ou superiores.

d) persistência no uso de álcool apesar do apelo das pessoas próximas em que se interrompa o uso.

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