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Entenda as causas e os sintomas do Transtorno de Ansiedade Social

07/11/2017

Muitas pessoas ficam tímidas ou ansiosas em um novo ambiente, em situações como começar em um novo trabalho, ficar perto de pessoas desconhecidas ou, ainda, falar em público. Este tipo de comportamento é normal e a tendência é que as pessoas comecem a se entrosar e fiquem à vontade aos poucos.

Entretanto, há algumas pessoas que preferem evitar essas interações ao máximo. Só a ideia de ir a um evento social já é o suficiente para o pavor chegar, por exemplo. Essa característica é associada a um distúrbio conhecido como fobia social ou transtorno de ansiedade social. Estima-se que esta condição afete 13% da população brasileira, segundo dados apresentados no Congresso Brasileiro de Psiquiatria.

Diferentemente de outras condições de saúde, acredita-se que a fobia social esteja mais relacionada a causas externas do que genéticas. Especialistas não descartam, ainda, a possibilidade da relação com os genes, já que muitos casos dessa condição foram descobertos em pessoas da mesma família.

Há uma importante estrutura no cérebro chamada amígdala cerebelosa que é responsável pela formação e controle das emoções humanas. As pessoas que possuem essa estrutura hiperativa podem apresentar maior sensação de ansiedade e insegurança em momentos de socialização.

Além disso, crianças que sofrem bullying, rejeição ou humilhação tendem a ser mais propensas a distúrbios de ansiedade social. Acontecimentos traumáticos, como conflitos familiares ou abuso sexual podem ser associados à condição também.

É necessário ter cuidado sobre os sintomas, porque timidez e sensação de desconforto não são necessariamente indicativos do distúrbio. Os sinais vão muito além, incluindo medo e ansiedade acentuada que afetam diretamente na qualidade de vida e no desempenho escolar ou no trabalho.

Apesar de não ser considerada uma emergência médica é importante consultar um profissional de saúde mental, pois essa condição necessita de tratamento. O uso de medicamentos e a psicoterapia são as melhores formas de tratamento. As duas abordagens podem ser utilizadas sozinhas ou podem ser associadas, caso o médico acredite ser mais eficaz.

Outras medidas também podem auxiliar no tratamento, como: aproximar-se aos poucos de pessoas que te deixem confortável, entrar para um grupo de apoio, exercitar-se regularmente, dormir horas suficientes, ter uma alimentação saudável e evitar o consumo de bebidas alcóolicas e o excesso de cafeína. 

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