Você
está em: Home > Psicopatia
PSICOPATIA
A psicose é uma disfunção da capacidade
de pensamento e processamento de informações.
Há uma incapacidade de ser coerente em perceber,
reter, processar, relembrar ou agir sobre informações
de uma maneira consensualmente validada. Uma das características
principais do estado psicótico é a falha
em quantificar e classificar a prioridade dos estímulos.
A capacidade de agir sobre a realidade é imprevisível
e diminuída, porque o paciente é incapaz
de distinguir os estímulos externos os internos.
Os pacientes que estão em um estado psicótico,
em geral, agem de modo estranho (por exemplo: maneirismos,
postura), vestem-se bizarramente, respondem a alucinações,
têm crenças falsas e delirantes e, consistentemente,
confundem a realidade dos eventos. Eles são, freqüentemente,
impulsivos e em perigo constante de agir, baseados em percepções
distorcidas ou idéias delirantes, resultando em
lesão ou morte não-intencionais. O pensamento é desorganizado
e incoerente, o que se evidencia na fala do paciente. A
memória é prejudicada no registro, retenção
e recuperação das lembranças. A orientação,
especialmente quanto ao tempo, pode estar prejudicada.
O comportamento psicomotor pode ser hipo ou hiperativo
em relação aos movimentos e à fala.
As emoções podem variar de apatia e depressão
a medo e raiva. Os pacientes que se apresentam em um estado
psicótico são impulsivos e incapazes de priorizar
os estímulos e suas reações a estes.
Por causa desta disfunção, devem sempre
ser considerados como um perigo para si mesmos, um perigo
para
os outros e, severamente, incapazes.
O aspecto central da psicose é a perda do contato
com a realidade, dependendo da intensidade da psicose.
Num dado momento a perda será de maior ou menor
intensidade. Os psicóticos quando não estão
em crise, zelam pelo seu bem estar, alimentam-se, evitam
machucar-se, têm interesse sexual, estabelecem contato
com pessoas reais. Isto tudo é indício da
existência de um relacionamento com o mundo real.
A psicose propriamente dita começa a partir do ponto
em que o paciente relaciona-se com objetos e coisas que
não existem no nosso mundo. Modifica seus planos,
suas idéias, suas convicções, seu
comportamento por causa de idéias absurdas, incompreensíveis,
ao mesmo tempo em que a realidade clara e patente significa
pouco ou nada para o paciente. Um psicótico pode
sem motivo aparente cismar que o vizinho de baixo está fazendo
macumba para ele morrer, mesmo sabendo que no apartamento
de baixo não mora ninguém. A cisma nesse
caso pertence ao mundo psicótico e a informação
aceita de que ninguém mora lá é o
contato com o mundo real. O psicótico vive num mundo
onde a realidade é outra, inatingível por
nós ou mesmo por outros psicóticos, mas
vive simultaneamente neste mundo real.
O principal sintoma que um psicótico tem é toda
convicção inabalável, incompreensível
e absurda, conhecida como delírio. O delírio
pode ser proveniente de uma recordação para
a qual o paciente dá uma nova interpretação,
pode vir de um gesto simples realizado por qualquer pessoa
como coçar a cabeça pode vir de uma idéia
criada pelo próprio paciente, pode ser uma fantasia
como acreditar que seres espirituais estejam enviando mensagens
do além através da televisão, ou mais
realistas como achar que seu sócio está roubando
seu dinheiro. O exemplo do vizinho citado também é um
delírio. A constatação de um delírio
não é tarefa para leigos, nem mesmo os clínicos
gerais estão habilitados para isso; somente os psiquiatras
e profissionais da área de saúde mental.
Para diagnosticar uma psicose, o profissional observa
o nível de consciência do paciente, se ele está sonolento,
desperto ou em vigília, se é capaz de se
concentrar, de memorizar, se tem noção de
tempo e de espaço, se reage afetivamente, se tem
idéias a respeito das coisas que se lhe apresentam,
se é capaz de raciocinar e se tem percepção
e juízo da realidade.
A psicose não se refere a uma doença específica,
trata-se de uma síndrome, ou seja, de um conjunto
de doenças diferentes, que possuem sinais e sintomas
semelhantes. A esquizofrenia é um dos quadros psicóticos
de maior importância. As doenças afetivas,
que se caracterizam por fases de depressão e mania,
podem também se apresentar como quadros psicóticos,
apresentando os conteúdos afetivos da doença
como características do delírio. A fase depressiva
apresenta delírios de ruína, de culpa, prejuízo,
morte, o paciente se sente responsável por grandes
catástrofes mundiais, por guerras e desastres. Na
fase maníaca os delírios são de grandeza
ou de poder. Os quadros psicóticos são caracterizados
também por visões de situações
fúnebres, por depressão, a pessoa pode chorar
muito e ouvir vozes que podem ser de comando ou podem estar
chamando pessoas que já morreram, além de
outros delírios. A psicose pode aparecer em qualquer
fase da vida.
O uso de drogas como LSD e cocaína podem causar
sintomas psicóticos. O álcool também
pode causar alucinose alcoólica e o delirium tremens.
Algumas doenças como tumores cerebrais e até a
AIDS podem levar ao aparecimento da síndrome. A
psicose é tratada com medicamentos e, em casos mais
graves, a internação é inevitável,
mesmo que tenha como objetivo um tratamento rápido
com alta precoce. O indivíduo psicótico não
tem consciência do seu estado e, por este motivo,
pode recusar a medicação. Estas características
da síndrome reforçam a idéia da importância
da intervenção da família até que
o paciente possa tomar conta de si próprio.
Alguns sinais de uma crise
típica de psicose são:
•
Alucinações auditivas, visuais ou olfativas;
•
Sensações e desconfiança de estar
sendo observado, provocado, comentado, controlado, perseguido,
vigiado, traído; etc.;
•
Sensação de que o ambiente está estranho;
•
Agitação, confusão, agressividade;
•
Não falar coisa com coisa;
•
Insônia e inapetência;
•
Sensação de que os mais diversos fatos
não
são coincidências mas sim que eles tem alguma
coisa a ver com ela;
•
Atribuição de significados diferentes a
coisas reais que estão realmente acontecendo;
• Isolamento, não querer contato com
ninguém,
assumir um comportamento estranho;
•
Pensamento bloqueado, interrompido. A pessoa parece que
não consegue transmitir uma idéia até o
fim;
•
Desleixo com a aparência e a higiene;
Algumas possíveis
Causas:
•
Esquizofrenia;
• Algumas fases do Distúrbio Afetivo Bipolar;
• Parto (Psicose Puerperal);
• Reação a alguns medicamentos (por
exemplo Anfetaminas e Cortisona);
• Traumatismos Cranianos;
• Álcool e drogas (principalmente Cocaína,
Ecstasy, LSD, Cogumelos, Chá de Santo Daime
e Crack);
• Doenças Físicas (por exemplo Lupus,
Hipertireoidismo);
• Doenças Neurológicas (por exemplo "derrame",
tumores cerebrais);
• Em pacientes de idade avançada ela pode
ser o prenúncio
de uma involução cerebral assim como
ser um sintoma de uma simples infecção
urinária;
• Alzheimer;
Nem sempre tem relação com acontecimentos
atuais ou passados, com fatores de desenvolvimento de personalidade
ou com problemas de relacionamento familiar, mas uma situação
estressante pode desencadear uma psicose. O mais comum é a
combinação de duas ou mais causas.