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TEA em idosos: estudo revela prevalência maior entre homens e alerta para desafios no diagnóstico

08 de janeiro de 2026


Durante muito tempo, o Transtorno do Espectro Autista (TEA) foi compreendido quase exclusivamente como uma condição da infância. No entanto, novas evidências mostram que o autismo acompanha o indivíduo ao longo de toda a vida e que milhares de pessoas chegam à velhice sem diagnóstico ou acompanhamento adequado.

Dados recentes reforçam a necessidade de ampliar o olhar sobre o envelhecimento dentro do espectro, especialmente quando se trata de saúde mental, qualidade de vida e acesso a cuidados especializados.

Neste artigo, você vai entender:
→ O que revela o estudo sobre TEA em idosos no Brasil;
→ Por que o diagnóstico ainda é limitado nessa faixa etária;
→ As diferenças de prevalência entre homens e mulheres;
→ Os impactos do TEA na saúde mental e física ao longo do envelhecimento.

 

O que diz o estudo sobre TEA em pessoas com 60 anos ou mais

De acordo com reportagem da CNN Brasil, uma análise realizada pela Pontifícia Universidade Católica do Paraná (PUCPR), com base nos dados do Censo Demográfico de 2022, revelou que a prevalência autodeclarada de TEA entre pessoas com 60 anos ou mais no Brasil é de 0,86%.

Esse percentual corresponde a aproximadamente 306.836 indivíduos idosos que se identificam dentro do espectro autista. Esse número chama atenção para uma população historicamente invisibilizada nos debates sobre autismo.

Prevalência maior entre homens

O estudo também identificou uma diferença entre os sexos:

Homens: prevalência de 0,94%;
Mulheres: prevalência de 0,81%.


Essa diferença acompanha o padrão observado em diagnósticos mais precoces, mas especialistas alertam que mulheres podem estar subdiagnosticadas ao longo da vida, especialmente em gerações mais antigas, quando os critérios diagnósticos eram mais restritos e baseados em perfis masculinos do espectro.

Por que o diagnóstico em idosos ainda é tão limitado

Apesar de o TEA não surgir na velhice, o reconhecimento do transtorno em adultos mais velhos ainda é raro. Muitos idosos passaram décadas sem acesso a avaliações especializadas, interpretando suas dificuldades como traços de personalidade, timidez extrema ou inadequação social.

A ausência de identificação impacta diretamente o acesso a terapias, estratégias de adaptação e suporte psicológico adequado.

Impactos do TEA na saúde mental e física ao longo da vida

Segundo a pesquisadora responsável pelo estudo, pessoas que envelhecem dentro do espectro autista tendem a apresentar:

- Maior prevalência de comorbidades psiquiátricas, como ansiedade e depressão;
- Risco aumentado de declínio cognitivo;
- Maior incidência de doenças cardiovasculares;
- Disfunções metabólicas e outras condições clínicas associadas;
- Redução da expectativa de vida em comparação à população geral.

Esses dados reforçam a importância de um acompanhamento contínuo, que considere tanto a saúde mental quanto as condições físicas associadas ao envelhecimento no espectro.

A importância de ampliar o cuidado e o reconhecimento

Reconhecer o TEA em idosos não é apenas uma questão diagnóstica, mas um passo fundamental para garantir dignidade, cuidado e qualidade de vida. O diagnóstico pode trazer alívio, compreensão da própria trajetória e abertura para intervenções que respeitem as necessidades individuais.

Ampliar o debate sobre autismo ao longo do ciclo de vida é essencial para combater o estigma, qualificar o cuidado em saúde mental e construir políticas públicas mais inclusivas.

O envelhecimento no espectro existe, merece atenção e precisa ser acolhido com conhecimento, empatia e responsabilidade.
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