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Cuidar da mente também é colocar o corpo em movimento

Cuidar da saúde mental também passa pelo corpo. A atividade física regular está associada a benefícios que vão além do condicionamento físico, contribuindo para o bem-estar psicológico, a saúde cerebral e diferentes aspectos da qualidade de vida.
Essa relação é reconhecida pela Organização Mundial da Saúde (OMS), que destaca a prática regular de atividade física como uma aliada da saúde mental e do bem-estar.
Evidências científicas recentes reforçam essa associação. Uma revisão abrangente publicada em 2026, que reuniu 63 estudos, 81 meta-análises e mais de 79 mil participantes, identificou efeitos positivos da prática de exercícios sobre sintomas de depressão e ansiedade.
Isso não significa que a atividade física substitua psicoterapia, medicamentos ou outros tratamentos indicados por profissionais. Mas mostra que movimentar o corpo pode fazer parte de uma abordagem mais ampla de promoção da saúde integral.
Neste artigo, você vai entender:
→ Como o exercício pode contribuir para reduzir sintomas de ansiedade e depressão;
→ Quanto de atividade física é recomendado para adultos;
→ Como incluir mais movimento na rotina.
Como a atividade física pode ajudar em casos de ansiedade e depressão?
A atividade física provoca uma série de respostas no organismo que podem contribuir para o equilíbrio do humor e para a redução do estresse. Durante o exercício, há alterações em sistemas relacionados à regulação do humor, à resposta ao estresse e ao funcionamento cerebral. Pesquisas também investigam o papel de mecanismos como a liberação de neurotransmissores, a ação de fatores relacionados à plasticidade cerebral e a modulação de processos inflamatórios.
Os efeitos também podem acontecer de maneira mais indireta. Uma rotina mais ativa pode favorecer o sono, diminuir o tempo excessivo em comportamento sedentário e criar oportunidades de interação social, especialmente quando a atividade é realizada em grupo.
Isso ajuda a entender por que a atividade física não deve ser vista apenas como uma questão de condicionamento físico. Seus efeitos podem alcançar diferentes dimensões da saúde, envolvendo corpo, cérebro, sono, humor e qualidade de vida.
É importante, porém, diferenciar promoção da saúde, prevenção e tratamento. Uma pessoa com depressão ou transtorno de ansiedade pode se beneficiar da atividade física, inclusive como parte de uma estratégia terapêutica mais ampla, mas isso não significa que o exercício substitua psicoterapia, medicamentos ou outras intervenções indicadas para cada caso.
A própria OMS considera a atividade física como parte do cuidado em determinadas situações, inclusive como complemento a outros tratamentos em quadros de depressão.
Quanto de atividade física é recomendado por semana?
Para adultos, a Organização Mundial da Saúde (OMS) recomenda 150 a 300 minutos de atividade aeróbica de intensidade moderada por semana OU 75 a 150 minutos de atividade aeróbica intensa. Também é possível combinar as duas intensidades ao longo da semana.
Na prática:
- Ritmo moderado: você consegue conversar enquanto se movimenta. Caminhada rápida, dança e hidroginástica são alguns exemplos.
- Ritmo intenso: a respiração fica mais acelerada e conversar durante o exercício se torna mais difícil. Corrida, ciclismo e natação são algumas possibilidades.
- Fortalecimento muscular: a recomendação é realizar exercícios para os principais grupos musculares em pelo menos 2 dias da semana, como musculação e exercícios com peso do corpo.
E não é preciso fazer tudo de uma vez. Os minutos podem ser distribuídos ao longo da semana, de acordo com a rotina, condições físicas e as preferências de cada pessoa.
Movimentar o corpo também faz parte da saúde mental
Cuidar da mente e cuidar do corpo não são processos separados. A atividade física regular pode contribuir para o bem-estar psicológico, além de trazer benefícios para diferentes aspectos da saúde.
Os dados do Ministério da Saúde mostram que ainda existe espaço para ampliar a prática de atividade física entre adultos brasileiros.
Não precisa começar com grandes mudanças. Às vezes, o primeiro passo é simplesmente encontrar uma maneira possível de se movimentar hoje.